O RASTRO NOS DOCUMENTOS
UMA APRESENTAÇÃO DO ARMAZÉM MEMÓRIA À LUZ DA CRÔNICA "EL RASTRO EM LOS HUESOS", DE LEILA GUERRIERO
Palavras-chave:
Memória, Direitos humanos, Ditadura militar, Armazém MemóriaResumo
O artigo apresenta a experiência de trabalho do Armazém Memória a partir de um paralelo com a crônica “El rastro en los huesos”, de Leila Guerriero, analisando a atuação de Marcelo Zelic na construção de políticas de memória, verdade, justiça, reparação e não repetição no Brasil. O texto analisa e conecta entrevistas, depoimentos, produções jornalísticas e referenciais teóricos sobre memória e violência de Estado na América Latina. O estudo demonstra como o Armazém Memória desenvolveu um método heterodoxo de investigação baseado na digitalização, indexação e disponibilização pública de arquivos, bem como na articulação com pesquisadores, movimentos sociais, jornalistas, arquivistas e organizações de direitos humanos. Destacam-se, nessa trajetória, a redescoberta do Relatório Figueiredo, a ampliação das investigações da Comissão Nacional da Verdade sobre violações cometidas contra povos indígenas e a consolidação do Centro de Referência Virtual Indígena. O artigo conclui que o trabalho de memória constitui uma prática política e ética de enfrentamento ao memoricídio, capaz de fortalecer processos de reparação histórica e de defesa dos direitos humanos no presente.
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