REPENSANDO A ORGANICIDADE A PARTIR DOS ARQUIVOS COMUNITÁRIOS

Autores

  • Kíssila da Silva Rangel Universidade Federal do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Organicidade, Arquivos Comunitários, Proveniência Social, Teoria Arquivística

Resumo

O artigo analisa o conceito de organicidade sob a ótica dos arquivos comunitários, repensando a primazia das bases jurídico-administrativas na configuração dos vínculos documentais. Por meio de uma revisão bibliográfica que articula a teoria clássica com as perspectivas pós-modernas, discute-se como a intencionalidade de grupos sub-representados em preservar suas trajetórias tensiona as perspectivas tradicionais sobre a organicidade. Conclui-se que a organicidade nos arquivos comunitários se manifesta por meio de uma perspectiva relacional, na qual o nexo causal entre os documentos não decorre apenas de atividades funcionais, mas também de práticas sociais, pertencimento e continuidade simbólica. Esse deslocamento permite reconhecer o estatuto de arquivo em acervos cuja coesão reside na experiência social compartilhada e na afirmação identitária.

Biografia do Autor

Kíssila da Silva Rangel, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Arquivista pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Doutora em Ciência da Informação (2025) pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT)/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). E-mail: rangel.kissila@gmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/1690124129696648

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Publicado

2026-07-13

Como Citar

Rangel, K. da S. (2026). REPENSANDO A ORGANICIDADE A PARTIR DOS ARQUIVOS COMUNITÁRIOS. OFFICINA - Revista Da Associação De Arquivistas De São Paulo, 5(1). Recuperado de https://revista.arqsp.org.br/index.php/revista-da-associacao-de-arquivi/article/view/187