ARQUIVOS COMUNITÁRIOS E POPULARES

REFLEXÕES CONCEITUAIS E PROPOSTAS DE DEFINIÇÃO

Autores

  • Thamires Ribeiro de Oliveira Fundação Oswaldo Cruz
  • Jean Camoleze Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

Arquivos comunitários, Arquivos populares, Memória social, Movimentos sociais

Resumo

O artigo analisa os conceitos de arquivos comunitários e arquivos populares a partir das transformações epistemológicas contemporâneas da Arquivologia, com ênfase nas relações entre memória, poder, representatividade e justiça social. O estudo objetiva discutir as aproximações e distinções entre essas categorias, propondo definições conceituais fundamentadas na literatura crítica internacional e na realidade brasileira. Adota-se como método a pesquisa bibliográfica e documental, articulada à análise empírica de iniciativas vinculadas à Rede de Acervos, Memórias e Movimentos Sociais, composta por coletivos, movimentos sociais e instituições de memória de diferentes regiões do Brasil. Os resultados evidenciam que os arquivos comunitários e populares emergem como governanças e práticas autônomas de produção documental desenvolvidas por grupos historicamente marginalizados, frequentemente em busca de reconhecimento e visibilidade. O estudo demonstra que os arquivos comunitários tendem a enfatizar identidade, território e representatividade, enquanto os arquivos populares vinculam-se mais diretamente às dinâmicas organizativas e políticas dos movimentos sociais. Conclui-se que, no contexto brasileiro, essas categorias se articulam de forma convergente, constituindo práticas arquivísticas insurgentes voltadas à preservação da memória, à ampliação de direitos e à transformação social

Biografia do Autor

Thamires Ribeiro de Oliveira, Fundação Oswaldo Cruz

Bacharel em Conservação e Restauração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Mestre em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde pelo Programa de Pós-Graduação da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). Integra a equipe do Museu da Maré e atua no acervo do Arquivo Dona Orozina Vieira (ADOV). Atualmente, é bolsista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no dossiê de candidatura ao Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). É membro da Rede de Acervos, Memórias e Movimentos Sociais. E-mail: thamires.ro.cr@gmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/2658191164931769

Jean Camoleze, Universidade de São Paulo

Documentalista, historiador e doutor em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), campus Marília, com especialização em Educação do Campo. Possui experiência no trabalho com acervos documentais, tendo sido Diretor de Gestão de Documentos do Arquivo Nacional e Coordenador de Acervos da Casa do Povo, além de ter colaborado com arquivos de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Casa Sueli Carneiro. Atualmente, é Coordenador Adjunto do Programa Pró-Memórias do Instituto Galo da Manhã e Pós-doutorando no Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP). É membro da Rede de Acervos, Memórias e Movimentos Sociais. E-mail: jcamoleze83@gmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/2523337203830340

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Publicado

2026-07-13

Como Citar

Oliveira, T. R. de, & Camoleze, J. (2026). ARQUIVOS COMUNITÁRIOS E POPULARES: REFLEXÕES CONCEITUAIS E PROPOSTAS DE DEFINIÇÃO. OFFICINA - Revista Da Associação De Arquivistas De São Paulo, 5(1). Recuperado de https://revista.arqsp.org.br/index.php/revista-da-associacao-de-arquivi/article/view/184