ARQUIVOS COMUNITÁRIOS E POPULARES
REFLEXÕES CONCEITUAIS E PROPOSTAS DE DEFINIÇÃO
Palavras-chave:
Arquivos comunitários, Arquivos populares, Memória social, Movimentos sociaisResumo
O artigo analisa os conceitos de arquivos comunitários e arquivos populares a partir das transformações epistemológicas contemporâneas da Arquivologia, com ênfase nas relações entre memória, poder, representatividade e justiça social. O estudo objetiva discutir as aproximações e distinções entre essas categorias, propondo definições conceituais fundamentadas na literatura crítica internacional e na realidade brasileira. Adota-se como método a pesquisa bibliográfica e documental, articulada à análise empírica de iniciativas vinculadas à Rede de Acervos, Memórias e Movimentos Sociais, composta por coletivos, movimentos sociais e instituições de memória de diferentes regiões do Brasil. Os resultados evidenciam que os arquivos comunitários e populares emergem como governanças e práticas autônomas de produção documental desenvolvidas por grupos historicamente marginalizados, frequentemente em busca de reconhecimento e visibilidade. O estudo demonstra que os arquivos comunitários tendem a enfatizar identidade, território e representatividade, enquanto os arquivos populares vinculam-se mais diretamente às dinâmicas organizativas e políticas dos movimentos sociais. Conclui-se que, no contexto brasileiro, essas categorias se articulam de forma convergente, constituindo práticas arquivísticas insurgentes voltadas à preservação da memória, à ampliação de direitos e à transformação social
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